Curso gratuito EaD abre 270 vagas em Direitos Humanos
Curso-gratuito e curso-ead da Unilab abre 270 vagas para formar professores em direitos humanos e igualdade de genero
CURSO EADCURSOS GRATUITOS
5/28/20264 min read
Curso gratuito voltado para formação em direitos humanos está com inscrições abertas para profissionais da rede pública interessados em ampliar conhecimentos sobre igualdade de gênero e prevenção da violência nas escolas.
A iniciativa foi lançada pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em parceria com o Instituto Maria da Penha (IMP) e apoio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC).
Além disso, a seleção foi divulgada por meio do Edital nº 11/2026 e integra o Projeto Maria da Penha de Educação em Direitos Humanos nas Redes de Educação Básica.
O objetivo é fortalecer práticas educacionais voltadas para igualdade de gênero e criar estratégias permanentes de enfrentamento à violência contra meninas e mulheres no ambiente escolar.
O que é o Curso Maria da Penha de Educação em Direitos Humanos nas Escolas?
O curso foi criado para capacitar professoras e professores da rede pública para atuarem como multiplicadores de uma cultura de paz e prevenção à violência.
Durante a formação, os participantes aprenderão a:
Identificar situações de violência;
Acionar mecanismos institucionais de proteção;
Trabalhar conteúdos sobre direitos humanos em sala de aula;
Desenvolver ações pedagógicas relacionadas à igualdade de gênero;
Atuar na prevenção da violência doméstica e familiar.
A proposta busca ampliar o debate sobre educação inclusiva e proteção de estudantes em diferentes contextos escolares.
Como será a formação?
A capacitação, com 270 vagas, ocorrerá na modalidade Educação a Distância (EaD), permitindo participação de candidatos de todo o Brasil.
As vagas reservadas contemplam:
Pessoas negras (pretas e pardas);
Povos indígenas;
Quilombolas;
Pessoas trans e travestis;
Pessoas com deficiência (PcD).
Confira as principais informações:
Modalidade: EaD
Carga horária: 180 horas
Duração: 6 meses
Abrangência: nacional
Início previsto: 24 de junho de 2026
Certificação: emitida pela Unilab
Aproveitamento mínimo: 75%
Frequência mínima: 75%
Qual é o papel da escola na promoção dos direitos humanos?
A escola é um dos principais espaços de convivência social e tem influência direta na formação cidadã de crianças e adolescentes. Por isso, temas relacionados ao respeito, à diversidade e à convivência democrática passaram a ocupar um espaço cada vez mais relevante nas discussões educacionais.
Quando trabalhados de forma adequada, conteúdos ligados aos direitos humanos ajudam a estimular o diálogo, a empatia e a compreensão das diferenças. Além disso, permitem que estudantes desenvolvam uma visão mais crítica sobre questões presentes na sociedade, fortalecendo valores relacionados ao respeito e à igualdade.
Nesse contexto, educadores desempenham um papel importante ao promover reflexões que contribuam para a construção de ambientes escolares mais seguros, acolhedores e inclusivos.
Curso Maria da Penha gratuito: quem pode participar?
O público-alvo é formado principalmente por profissionais da rede pública de ensino interessados em desenvolver práticas pedagógicas relacionadas aos direitos humanos.
O curso tem foco em professores e educadores que desejam ampliar conhecimentos sobre:
Violência de gênero;
Educação inclusiva;
Direitos humanos;
Igualdade de gênero;
Cultura de paz.
Conheça os módulos do curso
A formação será dividida em cinco módulos temáticos com conteúdos voltados à realidade escolar.
Entre os temas previstos estão:
Gênero e interseccionalidades
Os participantes terão contato com conteúdos relacionados a:
Conhecimentos contemporâneos sobre gênero;
Desafios educacionais;
Políticas públicas;
Interseccionalidades.
Violência de gênero e prevenção
Também serão discutidos assuntos como:
Violência doméstica;
Masculinidades positivas;
Estratégias de prevenção;
Práticas pedagógicas voltadas ao público infantojuvenil.
Literatura, educação e participação feminina
Além disso, o curso abordará:
Movimentos feministas;
Participação política das mulheres;
Mulheres na literatura;
Mulheres na ciência e educação.
O projeto ainda prevê a criação das Prateleiras Maria da Penha e clubes de leitura em escolas brasileiras.
Como fazer a inscrição?
As inscrições devem ser realizadas pela internet.
Confira o cronograma:
Período de inscrição: 13 de maio a 13 de junho de 2026
Modalidade: online
Seleção: Edital nº 11/2026
Inscrição: formulário eletrônico disponibilizado pela organização
É importante que os candidatos leiam atentamente todas as exigências previstas no edital antes de concluir o cadastro.
Por que ações de prevenção são importantes no ambiente escolar?
Especialistas apontam que a prevenção costuma ser uma das estratégias mais eficazes para enfrentar situações de violência e discriminação. No ambiente escolar, isso significa criar espaços de diálogo capazes de identificar problemas antes que eles se agravem.
Projetos educativos voltados à conscientização também podem contribuir para que estudantes reconheçam comportamentos inadequados, saibam buscar ajuda quando necessário e compreendam a importância das redes de proteção existentes.
Além disso, iniciativas preventivas ajudam a fortalecer a cultura de respeito dentro das instituições de ensino, favorecendo relações mais saudáveis entre estudantes, professores, famílias e comunidade escolar. Dessa forma, a educação passa a atuar não apenas na transmissão de conhecimento, mas também na promoção da convivência social e da cidadania.
Violência nas escolas ainda preocupa especialistas
O lançamento do projeto ocorre em um contexto que reforça a importância de ações preventivas dentro do ambiente escolar.
Dados recentes apontam crescimento de casos de violência contra mulheres e meninas no país.
Além disso, pesquisas sobre o ambiente escolar mostram números preocupantes relacionados a assédio e violência sexual entre adolescentes.
Nesse cenário, iniciativas voltadas para formação de educadores surgem como ferramentas para fortalecer práticas de acolhimento, prevenção e promoção dos direitos humanos nas escolas.
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